sábado, 2 de junho de 2018

curso de verão

Cheguei à faculdade com aquele ânimo de costume, procurando a sala correta pelos corredores vazios. Encontrei o número da sala que buscava, mas nenhuma atividades humana, somente insetos rodando em volta de lâmpadas e zumbidos vindos de equipamentos que eu não tinha certeza onde estavam ligados. Entrei na sala e avistei uma figura conhecida, sentada de costas, mexendo em cadernos. Me aproximei pra tapar-lhe os olhos em uma manjada brincadeira, mas ela se virou antes e me desfez a surpresa. Optei então por lhe abraçar devagar, matando as saudades de um período inteiro de férias forçadas. Abraço dado e bem recebido, fiquei ali respirando debaixo do corte chanel, meu rosto liso, barbeado, tocando o seu, e me envolvendo naquele perfume perfeito. Me deu tempo pra pensar na nossa a amizade e questionar meu envolvimento, minhas intenções, minha honestidade. Mas o abraço durava, durava. O perfume me envolvia e o calor aumentava. Meu rosto roçando no dela, não pude reparar que a respiração ficava ofegante. Sua boca buscou minha bochecha, num beijo tímido e inesperado. O abraço ficou mais quente, nos envolvemos naquele instante, o frio da sala, o silêncio, o cheiro que eu sentia daqueles cabelos. Apertando os braços e folgando, roçando os braços e o rosto, os beijinhos dela no canto da minha boca. Senti que o calor aumentava. Meus braços se moviam devagar, minhas mãos passavam pelos braços dela, me atrevi a abraçar por baixo da jaqueta, levantando a blusa, sentido a pele macia, a barriguinha levemente projetada para cima da calça. Ela fez menção de se levantar, mas desistiu sentindo o peso do meu corpo sobre seus ombros. Suas mãos agora subiam pelo meu pescoço, meus cabelos, a respiração cada vez mais ofegante. Não hesitei, desci as mãos, abri a calça com dificuldade e senti a barriga se projetando ainda mais para fora. Desci a mão direita pra dentro da calcinha. Estava levemente molhada. Fiquei passando o indicador e o médio por ali, em movimentos circulares, ambos os dedos tocando o clitóris. Enfiava o indicador muito pouco, quase nada, e o retirava mais molhado, insistindo nos movimentos circulares. Ela me agarrava cada vez mais forte e gosou muito rápido, quase sem respirar, tentando conter os gemidos. Custou alguns segundos pra relaxar, mas aconteceu. Estávamos quase no mesmo clima de antes, de abraço saudoso, quando ouvimos passos distantes. Nos desvencilhamos devagar e ela rapidamente levou as mãos para fechar a calça, quase sem me dar tempo de tirar a mão dali. Quando fui puxando os dedos pra fora da calcinha ficou mais evidente que estavam molhados. Não hesitei, chupei os dedos e coloquei as duas mãos nos bolsos da calça, sentando devagar enquanto ouvi a voz do professor resmungando ao ver somente dois alunos em sala.

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